O cantor Luís Represas morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada.
“Foi assim de forma brutal e abrupta que se soube do desaparecimento de uma das vozes mais aclamadas da música portuguesa”, refere o voto da bancada do PSD, sublinhando “a marca” de Luís Represas quer a nível individual quer no grupo Trovante.
Os sociais-democratas destacam ainda o “contributo inegável” do cantor para a música e para a cultura e língua portuguesa l, considerando que a excelência da sua composição em temas marcantes vai “continuar a marcar o panorama musical português”.
“A alma portuguesa encontrou nele um eco profundo que vertia em canções de uma sensibilidade enorme. A mesma sensibilidade que tinha no trato pessoal no relacionamento com os que o admiravam e os que com ele conviviam. Luís Represas vai fazer-nos falta e deixa já uma ‘saudade’ tremenda”, acrescentam dos deputados do PSD.
Na parte resolutiva do voto, o PSD propõe que o parlamento — que só volta a reunir em setembro — preste homenagem à memória de Luís Represas, “reconhecendo o seu inestimável contributo para a Cultura e para a projeção de Portugal no mundo através da sua voz ímpar”, expressando à família e amigos “as mais sentidas condolências”.
Luís Represas nasceu em Lisboa, em 1956. Aos 20 anos fez parte do núcleo fundador dos Trovante, que se estreou com o álbum “Chão Nosso” e ganhou dimensão nacional ao terceiro álbum, “Baile no Bosque”, em 1981.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com os companheiros de sempre, no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Para abril de 2027, tinha marcado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Criador de canções como “Perdidamente”, “Feiticeira” e “Timor”, em 2005 Luís Represas foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador. Em 2016, recebeu a Medalha da Ordem de Timor-Leste.
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