André Ventura passou pelo ponto do Itinerário Complementar (IC) 8, na zona de Outeiro das Galegas, em Pombal, em que parte da via abateu e tem obrigado à circulação alternada de viaturas desde fevereiro, numa extensão de 250 metros daquela estrada.
Para o líder do Chega, a demora na resolução dos vários problemas causados pela tempestade Kristin representa “o falhanço” do Estado, notando que o distrito de Leiria “continua a ser fustigado pelas consequências da inação do poder político”.
De acordo com André Ventura, continua a haver falhas nas comunicações, há várias estradas cortadas e ainda há pessoas que continuam sem receber apoios para a reconstrução das suas habitações.
“Esta visita tem o sentido essencialmente de alertar o poder político, sobretudo o Governo, para isto. Falharam, nós todos falhámos na proteção destas pessoas e destas estruturas, mas depois houve um outro falhanço que foi igualmente grave, que é o falhanço de não vir dar resposta quando prometemos às pessoas que íamos dar resposta nos meses seguintes”, vincou.
Passados mais de seis meses após a passagem da tempestade, André Ventura considera que as populações dos distritos mais afetados “foram esquecidos”.
“É inaceitável”, frisou.
No dia 06 de fevereiro, a Infraestruturas de Portugal (IP) implementou, em Outeiro das Galegas, Vila Cã, o regime de circulação alternada numa extensão de cerca de 250 metros.
Em julho, a IP fez saber que “o projeto de execução” para aquele ponto do IC8 encontrava-se “em fase de revisão, estando previsto o lançamento da empreitada logo que esta etapa esteja concluída”.
“Prevê-se a conclusão dos trabalhos nos próximos seis meses”, adiantou, na altura, a Infraestruturas de Portugal, acrescentando que “a intervenção representa um investimento estimado de cerca de um milhão de euros.
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