No âmbito da Rota pela Economia do Mar, que incluiu uma reunião com a Associação de Armadores de Pesca do Norte (AAPN) e uma saída para o mar com profissionais do setor no Porto de Pesca da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, o líder socialista destacou a urgência de apoios públicos à atividade.
“A economia do mar, como eu tenho afirmado, dá um contributo muito relevante para a economia do nosso país. Significa 4% da riqueza nacional criada em cada ano no nosso Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, a economia do mar é responsável por 4% do emprego nacional”, contextualizou.
José Luís Carneiro alertou para as dificuldades que afetam a comunidade piscatória nacional e defendeu a necessidade de uma intervenção rápida do Estado.
“Muitas dessas dificuldades têm que ver com o enquadramento europeu, nomeadamente em relação às quotas de pescado, mas também com o aumento do custo dos combustíveis e com os esforços de modernização da frota. É necessário que haja políticas públicas que acompanhem estes esforços que são desenvolvidos pelos pescadores”, apontou.
O líder do PS assumiu o setor como uma das grandes bandeiras parlamentares do partido até ao encerramento da sessão legislativa.
“Nós estamos a fazer desta uma prioridade. É um setor de primeira importância para o crescimento da economia do país, para o crescimento do emprego, para a criação de riqueza e para o nosso desenvolvimento. O país não pode voltar as costas ao mar. Porque o mar não apenas faz parte da nossa identidade mais profunda, como simultaneamente é um dos vetores estratégicos da afirmação de Portugal no mundo”, sustentou.
Questionado sobre o problema do assoreamento dos portos nacionais, José Luís Carneiro acusou o executivo liderado por Luís Montenegro de falhar nos prazos das dragagens necessárias.
“Essa é uma prioridade muito importante, desde o Algarve até aos portos do Norte. É um dos problemas centrais. O desassoreamento, que tem de ser feito, naturalmente, no quadro do respeito pela biodiversidade e pela sustentabilidade ambiental, irá insuflar vida em muitos ecossistemas. O Governo tinha assumido vários compromissos neste domínio, mas não os está a cumprir. Já levantámos essa questão na Assembleia da República e vamos continuar a fazê-lo”, concluiu.
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