O interprete de ‘E depois do adeus’, a primeira senha da ‘Revolução dos Cravos’, vai subir ao palco do Auditório Municipal de Gaia no sábado, pelas 21:30.

O programa dedicado aos 50 anos do 25 de Abril prossegue com a realização de sessões solenes nas 15 uniões e juntas de freguesia, com a entrega simbólica de medalhas alusivas a personalidades e entidades ligadas à comunidade local.

Em comunicado, a câmara presidida pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues enumera outras iniciativas como teatro, música, cinema, dança e exposições, com destaque para a promoção de filmes alusivos ao período revolucionário, como ‘Soares é Fixe!’, ‘Viagem ao Sol’ ou ‘Revolução (Sem) Sangue’.

Para o dia 25 está agendado um cortejo cívico, entre o Jardim do Morro e a PraÇa (Centro Cívico), e a habitual sessão solene, às 10h, que este ano irá realizar-se no Quartel da Serra do Pilar, bem como as Corridas da Liberdade, na Madalena, que são provas dos escalões feminino e masculino de benjamins, infantis, iniciados, juvenis e uma corrida da família.

O programa inclui atividades para os mais jovens com os Concertos em Família, no dia 21, pelas 11h, e o espetáculo ‘O 25 contado e cantado pelas crianças’, no Auditório Municipal de Gaia.

Caberá ao Coro Per Mezzo, acompanhado pela Orquestra Per Anima da Escola de Música de Perosinho, recordar temas e histórias evocativos desta data, com direção artística de João Costa, Sandra Monteiro e Vera Aleixo.

Voltando à música, a autarquia destaca o concerto comentado “Liberdade, liberdade! – Espelho do que somos e do que queremos ser” no domingo, pelas 21:30, também no Auditório Municipal de Gaia, um espetáculo idealizado pela cantora Helena Sarmento.

No campo desportivo, soma-se a 6.ª edição da Corrida da Liberdade, a 28 de abril, pelas 10h, com organização do ‘Nascidos para correr’ e da União de Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, um evento composto por uma corrida de 10 quilómetros e uma caminhada de cinco quilómetros, sem fins competitivos, que começa e termina na Avenida Diogo Leite, com percurso ao longo do rio Douro.

“Hoje, é imperativo honrar e preservar o legado de Abril. A memória da ditadura e das conquistas extraordinárias do Portugal democrático é, por vezes – vezes de mais -, esquecida. Ao fim de 50 anos, a censura, a tortura e a guerra colonial distanciam-se para o seu lugar na História. Deram lugar a um país que foi capaz de criar um Serviço Nacional de Saúde, uma Escola Pública que oferece a todos as mesmas oportunidades. Em que todos podemos votar e participar ativamente, e em liberdade, na definição do nosso futuro”, refere Eduardo Vítor Rodrigues, citado no comunicado da câmara.

O programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Gaia teve início em março, com a abertura da exposição ‘Na sequência da Liberdade’ com curadoria de Agostinho Santos, na Casa da Presidência.

Foi também inaugurada a escultura’A energia do 25 de Abril’, de Paulo Neves, na rotunda norte do Nó de Santo Ovídio.

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