Vanessa Barata, deputada eleita pelo círculo de Braga, por sua vez, negou ter filmado o social-democrata António Rodrigues e defendeu que estava apenas com o seu telemóvel a tirar uma “selfie” enquanto decorria a reunião da Comissão de Assuntos Constitucionais e no momento em que se discutia um ponto da ordem de trabalhos requerido pelo seu partido.
Este incidente entre António Rodrigues e Vanessa Barata aconteceu, especificamente, quando se discutiu uma proposta do Chega para requerer a audição do diretor nacional da PSP sobre as razões de segurança que levaram agentes da polícia a proibir a exibição de uma tela de promoção do Braga e da sua cidade num recente jogo de futebol entre esta equipa e o Vitória de Guimarães.
De acordo com António Rodrigues, quando estava a usar da palavra sobre este assunto, foi avisado por outros deputados do PSD de que estava a ser filmado pela coordenadora do Chega naquela comissão.
Da parte do PSD, assegura-se, também, que há assessores de outros grupos parlamentares que podem testemunhar que Vanessa Barata estava a filmar António Rodrigues, o que a deputada do Chega nega.
O vice-presidente da bancada do PSD apresentou logo um protesto na própria Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Neste ponto da ordem de trabalhos, do ponto de vista político, António Rodrigues justificou a atuação da PSP no sentido de impedir que a tarja gigante fosse desenrolada no estádio do Braga por haver também materiais pirotécnicos naquela zona na bancada, havendo, como tal, um risco de incêndio.
Negou assim a tese de que a atuação da PSP tivesse violado o princípio da liberdade de expressão.
A questão da intervenção da PSP no jogo entre o Braga e Vitória de Guimarães foi primeiro levantada pelo ex-líder da Iniciativa Liberal Rui Rocha e foi depois levada à Comissão de Assuntos Constitucionais pelo Chega.
Leia Também: Conselho Nacional do PSD analisa situação política e deve aprovar código ético

