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    Home » “A Fantástica Fábrica de Chocolates” ensinou que tudo tem seu preço

    “A Fantástica Fábrica de Chocolates” ensinou que tudo tem seu preço

    Julho 14, 20234 minutos lidos Cultura
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    Em primeiro lugar, este texto foi inicialmente pensado para ser sobre A Fantástica Fábrica de Chocolates, a
    versão original do drama musical feito em 1971 e disponível no streaming pelo HBO
    Max. Quando de seu lançamento, e por algumas décadas depois, sempre foi
    considerada uma obra interessante, mas arrítmica; adorável, mas igualmente
    cruel. Trata-se, portanto, de um genuíno exemplo de clássico que conquistou esse
    título somente com o passar dos anos, quando, exibição após exibição, análise
    após análise, foi-se conhecendo melhor a gênese e o propósito de Willy Wonka.

    Em segundo lugar, refilmagens, de uma forma geral, servem simplesmente
    para se ganhar mais dinheiro com um filme – para todos os efeitos – novo, como
    seria o caso de Charlie e a Fábrica de
    Chocolates
    , a versão de 2005, disponível no streaming pelo Prime Video. E
    atenção para o “seria”, pois em alguns casos extremamente raros, refilmar
    significa lapidar ou lançar um novo olhar, com o objetivo de se alcançar outro
    significado em comparação à obra original, o que se aplica perfeitamente a essa
    releitura assinada pelo diretor Tim Burton e também já considerada um clássico.

    Sendo assim, ainda que brevemente, vamos analisar esses dois trabalhos.
    Caso ainda não tenha notado, a primeira e maior diferença entre os dois filmes
    aparece justamente no título. A versão de 1971 dirigida por Mel Stuart é uma
    adaptação bastante alterada do romance escrito pelo britânico Roald Dahl (ele
    mesmo assinou o roteiro) e que estranhamente destaca ser uma história sobre ou
    contada por Willy Wonka (Willy Wonka and
    the Chocolate Factory
    , no original). Já Tim Burton preferiu a fidelidade e
    seguir o raciocínio de Dahl, dando luz ao personagem destacado no título
    original do livro, o menino Charlie (Charlie
    and the Chocolate Factory
    ).

    Em ambos os filmes, Willy Wonka é um cruel e recluso dono da maior
    fábrica de chocolates do mundo que, certo dia, decide fazer um sorteio e
    finalmente abrir as portas da fábrica e receber cinco crianças para um tour
    inesquecível. Os ingressos são tíquetes dourados, que foram escondidos em
    barras de chocolate espalhadas pelo mundo. Na versão de 1971, no entanto, Wonka
    (interpretado por Gene Wilder) é mais sádico, quase um psicopata e simplesmente
    assustador. Já na versão de Burton, Wonka (Johnny Depp) permanece um homem
    perturbado, mas que agora guarda lá no fundo algum resquício de humor e
    humanidade. Uma das crianças sortudas que terá a chance de explorar aquele universo
    de chocolates é Charlie, um garoto pobre, de origem muito humilde, mas sereno e
    compreensível. As outras quatro possuem temperamentos bem diversos e de criação
    familiar distinta: tem a garota egoísta e competitiva, o gordinho comilão, o
    metido a inteligente e a riquinha pedante e mimada.

    Alter ego do escritor

    São perfis bem ao gosto de Willy Wonka que, como iremos descobrir, quer
    na verdade testar as habilidades e virtudes daquelas crianças com o objetivo de
    escolher entre elas um possível sucessor para a fábrica de chocolates. O
    problema são os métodos aplicados por Wonka. Ele é manipulador, amoral, cruel!
    Críticos da literatura de Roald Dahl indicam que Wonka é praticamente o alter
    ego do escritor, que inclusive chegou a admitir ser antissemita (um horror!). O
    suspeitoso racismo de Dahl é justificado inclusive nos personagens Oompa
    Loopas, homenzinhos que povoam a fábrica e interpretam os números musicais que
    pontuam e esclarecem as características de cada criança.

    Seja como for, é preciso um certo esforço para manter o distanciamento entre a possível e ignóbil vida do autor e a ficção por ele criada. E, nesse sentido, Dahl consegue criar um universo, mesmo que chocante, em que a principal lição a ser dada às crianças é que elas devem logo cedo aprender o conceito de frustração. Nada na vida é um presente; tudo tem seu preço e as coisas são oferecidas mediante um enorme esforço que, se não comprovado, pode haver punição. Para Willy Wonka, metaforicamente falando, a punição está justamente numa sedutora montanha de barras de chocolate, mas que exige bastante moderação para ser consumida.

    (Em tempo: está prometida para o mês de dezembro a chegada aos cinemas de Wonka, uma prequela do romance original de Dahl, agora com Timothée Chalamet no papel do dono da empresa de doces. O trailer foi lançado nesta semana.)

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